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[Social] Violência contra o idoso é debatida

Postada em 14/06/2017 às 16:50:06

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[Social] Violência contra o idoso é debatida
(Imagem: Marco Bocão)

Passar uma vida trabalhando, no cuidado com os filhos, com a família, na busca para ter  uma vida tranquila quando chegar a aposentadoria. O planejamento nem sempre sai como pretendido. No caminho, os idosos podem ter seus direitos violados e têm as vidas transformadas. Em Laguna, de  janeiro a junho, 24 casos já foram atendidos pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). No ano de 2016 somaram 39. Grande parte atráves do número nacional para denúncias, o disque 100.  Dia 15 de junho, é lembrado o Dia Internacional de Conscientização da Violência contra o Idoso, o Sesc e o Creas promoveram uma tarde de debate com idosos em Laguna para tirar dúvidas, oferecer sugestões e contar suas experiências. Nove tipos de violências são a mais comuns como física, moral, sexual, negligência, autonegligência, institucional, patrimonial, psicológica e violência social. 

As profissionais do Creas, formada por educadora social, assistente social e psicóloga, no primeiro contato com o idoso procuram a conciliação, porém quando não é possível, outras medidas são tomadas para manter a integridade da pessoa. 

"Infelizmente, 90% dos casos de violência são cometidos por familiares. Nem sempre está relacionado com envolvimento com entorpecentes", alerta da psicóloga do Creas, Michela Flores. 

Este tipo de violência na maioria das vezes é repetitivo e continuo causando grande sofrimento psíquico como o medo e tensão, revelando doenças psicossomáticas e podendo leva-lo a óbito. Existe uma conspiração do silêncio por parte da vitima. Não é fácil para o idoso quebrar este silêncio, visto que a maioria dos casos acontece no âmbito familiar e são praticados pelos seus companheiros, filhos, netos parentes próximos ou cuidador. A violência algumas vezes revela ao idoso o sentimento de incapacidade de enfrentar o problema, levando-o a solidão e ao isolamento e consequentemente a desenvolver um quadro depressivo grave.

Uma das idosos da platéia questionou quando um único filho não dá assistência. Outra sobre financiamento ou compras em lojas usando o nome do idoso. Estes são tipos de violências que devem ser combatidos e questionados pelos idosos declararam as profissionais.

A coordenadora do projeto Ponto de Encontro Miriam Rodriguês, do Sesc, acredita que o conhecimento deve ser multiplicado e "estas informações devem ser levadas para todos", disse.

Representantes do Conselho Municipal do Idoso solicitaram mais encontros também nas comunidades do interior do município. 

Onde procurar ajuda ?

Creas - na rua Barão do Rio Branco, 25, no centro histórico

Disque denúncia - 100

Delegacia de Polícia Civil - Travessa Maestro Francisco Pestana, 86, bairro Portinho. Telefone: (48) 3646-0469

 

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