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[Evento] Seminário Patrimônio Cultural Imaterial: Desafios e Perspectivas

Postada em 04/08/2017 às 10:06:23

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[Evento] Seminário Patrimônio Cultural Imaterial: Desafios e Perspectivas
Na oportunidade será entregue a solicitação de Registro da Pesca Artesanal com o auxílio dos botos como Patrimônio Cultural Imaterial. (imagem: agência de fotografia Mafalda express)

No dia 16 de agosto, a partir das 18h, no Cine Mussi, ocorre o seminário “Patrimônio Cultural Imaterial: Desafios e Perspectivas”, com participação do Iphan, Fundação Catarinense de Cultura e Fundação Lagunense de Cultura. Na oportunidade será entregue a  solicitação de Registro da Pesca Artesanal com o auxílio dos botos como Patrimônio Cultural Imaterial Estadual  (FCC) e Federal (IPHAN), através dos representantes dos pescadores e Pastoral da Pesca. O intuito é reconhecer por lei a cultura da pesca artesanal com auxílio dos botos. O cetáceo já é patrimônio do município, entretanto, a cultura que o envolve não.

Os  interessados em obter certificado podem realizar a inscrição gratuita no https://www.sympla.com.br/seminario-patrimonio-cultural-imaterial-desafios-e-perspectivas__171146

Programação:

- Mesa de abertura (Representantes Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN / Fundação Catarinense de Cultura-FCC / Fundação Lagunense de Cultura-FLC)

- Palestra “Patrimônio Cultural Imaterial” – Hermano Queiroz (Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial/IPHAN)

- Apresentação vídeo “Pesca com botos” - Wellington Linhares Martins (Fundação Lagunense de Cultura)

- Entrega solicitação de Registro da Pesca Artesanal com o auxílio dos botos como Patrimônio Cultural Imaterial Estadual  (FCC) e Federal (IPHAN) - Representante Pescadores e Pastoral da Pesca

Proteção aos botos 

É uma forma de fortalecer os aspectos que envolvem a pesca artesanal e impulsionar as entidades a tomar providências de proteção ao boto e a cultura que o abrange.

Conforme a última estatística atualizada de 2015, a população de Botos está estimada em 53 indivíduos, que habitam o canal da Barra, na região dos Molhes, Lagoa Santo Antônio e Lagoa de Mirim, principal área de concentração dos animais

A gastronomia, linguagem coloquial, paisagem, barco, tarrafas, redes de pesca integram a manifestação popular lagunense que é a pesca com auxílio dos botos. A intenção é tornar tudo isso em patrimônio imaterial.

No Brasil, são vários exemplos como o doce chuvisco em Campo dos Goytacazes, no Rio de Janeiro e a canoa caiçara em Paraty. Em Santa Catarina, o Berbigão do Boca, em Florianópolis.  Em Blumenau, o kochkaese, um prato típico alemão, é patrimônio cultural imaterial da cidade.

O que é Patrimônio Imaterial?

A Constituição Federal de 1988, nos artigos 215 e 216, estabeleceu que o patrimônio cultural brasileiro é composto de bens de natureza material e imaterial, incluídos aí os modos de criar, fazer e viver dos grupos formadores da sociedade brasileira. Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas e nos lugares, tais como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas.

Essa definição está em consonância com a Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, ratificada pelo Brasil em 1° de março de 2006, que define como patrimônio imaterial “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural”.

Enraizado no cotidiano das comunidades e vinculado ao seu território e às suas condições materiais de existência, o patrimônio imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado e apropriado por indivíduos e grupos sociais como importantes elementos de sua identidade.

Sobre a pesca artesanal

Em Laguna, os botos costumam passear pelo canal que liga a Lagoa de Santo Antônio ao mar aberto.

Os pescadores preparam suas tarrafas (uma espécie de rede circular, de mais ou menos 3 metros de diâmetro) e colocam-se à beira do canal, a pé ou de canoa, dependendo da maré. Ao perceber a presença dos humanos, os cetáceos passam a cercar os cardumes que entram e saem da Lagoa, sobretudo as tainhas, e os afugentam na direção dos pescadores. Os peixes que escapam das redes viram presa fácil e vão parar no estômago dos botos.

 

 

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