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[Cultura] Homenagens para Anita Garibaldi

Postada em 04/08/2017 às 14:06:16

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[Cultura] Homenagens para Anita Garibaldi
Crianças do C.E.I Padre Augustinho interpretaram a canção

Na terra onde a heroína Anita Garibaldi nasceu, hoje foi dia de prestar admiração e lembrar suas façanhas e coragem. A prefeitura de Laguna, através da Fundação Lagunense de Cultura, promoveu encontro de autoridades, escolas e populares para prestar homenagens póstumas a Anita.  

No dia 4 de agosto, há 168 anos, na Itália, a guerreira Anita Garibaldi, perseguida pelo exército austríaco, morreu nos braços de Garibaldi, numa fazenda em Mandriole, 400 quilômetros ao nordeste de Roma. 

O prefeito Mauro Candemil lembrou da força da mulher guerreira. De acordo com ele, próximo evento acontecerá dia 30, data de nascimento de Anita, onde o Governo Municipal pretende tornar a data um atrativo para incrementar o turismo histórico. 

A pequena Yasmin Nascimento, 5 anos, do Centro de Educação Infantil Padre Augustinho, estava radiante. Vestida de Anitinha, fez performace com os colegas. Com os braços erguidos imitou o gesto mais popular da heroína imortalizado na estátua de bronze na praça da República. 

As crianças cantaram "Laguna, meu amor", do compositor Marcus Paulino. 

A Escola Municipal Nininha Guedes ao som do violão prestou homenagens a bela natureza de Laguna lembrando que devemos cuidar do nosso meio ambiente. 

A Banda Carlos Gomes tradicionalmente tocou o hino de Laguna levantando aplausos do público. 

Daiane Conde e Felipe Stein, trajatos como o casal revolucionário, foi uma das atrações, onde convidados e plateia aproveitam para fotos e levar para casa um registro de Anita. 

"Não dá para esquecer Anita. A cidade deve muito a ela. Nossa história é conhecida por todo o mundo graças a sua coragem", disse a professora Ana Moraes. 

Participaram da solenidade, vice-prefeito Júlio César Wilemann; presidente daFundação Lagunense de Cultura, Márcio José Rodriguês Filho; secretário do Turismo, Antônio Carlos Quirino; secretária de Educação, Karmensita Almeida e representando o poder legislativo, vereador Romenig Rodrigues.

Árvore 

A praça da matriz ganhou uma nova árvore, as crianças da Escola Municipal Iracy Virginia Rodriguês, do bairro Barranceira, plantaram uma muda que recebeu o nome árvore de Anita, ao lado da antiga planta. 

Com participação de autoridades, a secretária da Escola, Steffy Gonçalves; Marluce Oliveira, da Secretaria da Pesca e Agricultura, Liliane, representando o escritório do Iphan de Laguna. 

República Juliana

Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em 30 de agosto de 1821, em Morrinhos do Mirim, então município de Laguna, filha de Bento Ribeiro da Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. 

De origem simples, casou-se pela primeira vez, em 1835, com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar. A casa onde Anita preparou-se para o casamento, pertenceu a João Joaquim Mendes Braga, local onde as mulheres alugavam vestidos de noivas. Mais tarde, foi transformada em museu, com utensílios da época.

Com o surgimento, no Rio Grande do Sul, do movimento dos farrapos contra a monarquia, Manoel aliou-se às forças imperiais e seguiu com o exército abandonando sua esposa. Ocorre em 1836, a Proclamação da República Rio Grandense, e a necessidade de um porto marítimo contribuí para a tomada da Vila de Laguna, em Santa Catarina. 

No dia 22 de julho de 1839, as forças farroupilhas, com a ajuda de Giuseppe Garibaldi (1807 – 1882), político e militar revolucionário italiano, tomaram a Vila e proclamaram a República Juliana. O fato ocorreu no prédio da Câmara, hoje museu Anita Garibaldi, na frente do espaço tem uma estátua de bronze em homenagem a heroína.

Aos 18 anos, Ana Maria conhece o italiano Giuseppe e se apaixona. No mesmo ano, em 15 de novembro de 1839, durante um ataque violento a tropa imperalista invade Laguna, o casal consegue fugir.

Durante a batalha de Curitibanos, eles se separam e Anita é capturada pelo exército imperial. Os oficiais a informam de que Garibaldi morreu. Anita, que estava grávida, pede então que a deixem procurar o corpo de seu companheiro entre os mortos. Sem encontrá-lo, suspeitando que estivesse vivo, ela se aproveita de um descuido dos soldados, salta sobre um cavalo e foge em meio aos disparos de seus perseguidores.

Poucos quilômetros depois, depara-se com o rio Canoas e lança-se nas águas. A perseguição cessa, pois os soldados acreditam que ela esteja morta. Mas Anita passa à outra margem e vaga durante quatro dias pela mata, sem comer ou beber. Finalmente, reencontra os rebeldes e, na cidade de Vacaria, une-se novamente a Garibaldi. 

Em 16 de setembro de 1940, Anita tem seu primeiro filho com Garibaldi, casa-se em 26 de março de 1842, no Uruguai. Em 1847, Garibaldi enviou Anita à Itália, como sua embaixadora, a fim de preparar o terreno para o grande retorno de seu marido, acompanhado de um exército de mil homens, pretendia desembarcar na Itália para lutar na primeira guerra da independência italiana, contra a Áustria.

Depois da chegada de Garibaldi, eles seguem para Roma, onde se proclama a República Romana. A cidade, contudo, é atacada por tropas franco-austríacas, e Anita, grávida do quinto filho, luta ao lado de Garibaldi na batalha de Gianicolo. Obrigados a bater em retirada, o casal foge acompanhado de um exército de quase quatro mil soldados.

Alguns caíram em poder dos austríacos. Anita e Giuseppe, com alguns companheiros, abrigaram-se numa propriedade rural nas proximidades de Ravenna.

Anita grávida, com seu estado de saúde precário, veio a falecer, por volta das 19h45min, do dia 4 de agosto de 1849, antes dos trinta anos de idade. Em sua memória foram erguidos monumentos em Roma, Ravenna, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Laguna e Tubarão.

 

 

 

 

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