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[Saúde] Falar é a melhor solução para prevenir o suicídio

Postada em 12/09/2017 às 15:06:51

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[Saúde] Falar é a melhor solução para prevenir o suicídio

Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. 

Em setembro, o mês é dedicado a prevenção ao suicídio. Para lembrar o assunto e ajudar no debate, profissionais e comunidade em geral estão recebendo informações. 

Em Laguna, escolas, igrejas e nas unidades de saúde o assunto não está sendo esquecido. O Centro de Atenção Psicossial (Caps) é o caminho para muitas pessoas que procuram ajuda, toda quarta-feira, a partir das 14h, palestras sobre o tema são discutidos com paciente e psicológas. Segundo a coordenadora do Caps Karina Birolo Teixeira atividades estão programadas em parceria com a Udesc para as próximas semanas. 

Prevenção

A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

Setembro Amarelo foi Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina)e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades em 2015 concentradas em Brasília. Mundialmente, o IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio estimula a divulgação da causa.

De acordo com os profissionais, em geral, a vontade de acabar com a própria vida é provocada pela falta absoluta de perspectiva e uma enorme sensação de desamparo e angústia. 

O que não se destaca é que, na maioria dos casos, o radical desejo é gerado por um quadro de transtorno mental tratável, como depressão, transtorno bipolar afetivo, esquizofrenia, quadros psicóticos graves e transtornos de personalidade, como o borderline.

Dicas dos profissionais para ajudar

1. Busque entender sobre o assunto

Como ajudar alguém em relação a um assunto o qual você não tenha o domínio? Portanto, pesquise as principais causas, os sinais, e a possível origem destes pensamentos suicidas.

2. Ouça-o

No caso dos jovens, o diálogo é mais difícil, tendo em vista que estão constantemente conectados nas redes sociais e não estão se relacionando com as pessoas ao seu redor.

Crie um ambiente propício ao diálogo, tanto no caso de jovens, quanto de adultos. Faça-o sentir-se à vontade com você, mostre confiança, assim ele se sentirá confortável para conversar.

Muitas vezes, ao passarmos por alguma dificuldade que inicialmente parecia não ter solução, o simples fato de desabafar (e alguém realmente nos ouvir), alivia nosso fardo e nos dá força para prosseguir. Assim sendo, ouça atentamente o que ele tem a dizer.

3. Mostre que você se importa

Importante saber que somos amados e que há alguém se importando com nossa felicidade e bem-estar.

Demonstre seu amor e carinho pela pessoa e faça-a sentir-se bem em sua companhia. E expresse sua gratidão a ela por confiar seus desabafos com você.

4. Entenda, e não julgue

Tenha empatia. Esta é uma habilidade de extrema importância: colocar-se no lugar do outro, em vez de "apontá-lo o dedo".

Desta forma, você poderá entender melhor as dificuldades e necessidades da pessoa, e ela sentirá segurança em você.

5. Estenda a mão

Coloque-se à disposição em ajudá-la no que for preciso, mostre que ela pode confiar em você.

6. Ajude-o a reconhecer motivos para continuar a viver

A dor e o sofrimento podem ofuscar momentos de alegria. Ajude a pessoa a reconhecer por ela mesma as coisas positivas. Por exemplo, leve-a a um passeio para apreciar a natureza, e crie ambientes agradáveis em família.

7. Faça-o sentir-se útil

Fique em alerta para não fazer a pessoa se sentir sufocada com suas preocupações. Por isso, tenha conversas sobre assuntos seculares, peça ajuda a ela em coisas que ela tenha facilidade e domínio, como tarefas escolares, domésticas e profissionais. Peça para ela lhe ensinar uma receita culinária, ou alguma habilidade artística que ela possui. Desta forma, ela se sentirá útil, e não excluída e esquecida.

8. Encoraje-o a buscar ajuda especializada

Persistindo os pensamentos suicidas, tenha uma conversa aberta com a pessoa que você está ajudando e incentive a buscar ajuda especializada.

O Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail, chat e Skype 24 horas todos os dias ou ligando para o número 141.

Em Laguna, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) está localizado na avenida Colombo Machado Salles (rua de acesso ao sambódromo/ao  lado do açougue Amorim), funciona o programa funciona das 7h30 às 18h. Telefone: 3646-2367.

 

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