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[Saúde] Mulheres recebem orientações sobre sifílis

Postada em 16/10/2017 às 14:54:38

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[Saúde] Mulheres recebem orientações sobre sifílis
No Centro Materno Infantil, as mulheres foram abordadas pela psicóloga Luana Branco de Abreu. (imagem: divulgação)

O contágio da doença infecciosa sífilis vem aumentando. Transmitida pela bactéria treponema pallidum, principalmente por via sexual, mas também da mãe para o filho, durante a gravidez. A falta de tratamento pode causar cegueira, demência e más formações, no caso de fetos. O alerta à população vem sendo feito pelo Programa IST/HIV/Aids/HV, da Secretaria de Saúde. 

No Centro Materno Infantil as mães foram abordadas pela psicóloga Luana Branco de Abreu abordou o tema sífilis com as frequentadoras da unidade e explicou sobre prevenção, diagnóstico e tratamento. "As gestantes devem ter cuidado redobrado, pois a sífilis pode ser transmitida para o bebê", explica Luana. 

O primeiro sinal da sífilis é uma ferida que surge geralmente nos órgão genitais (pênis, vagina, ânus), mas também podem surgir em outras partes do corpo, como a boca e a língua, representando o local por onde a bactéria penetra em nosso organismo.  Elas não doem e, no caso das mulheres, pode ser difícil identificá-las se aparecerem no colo do útero. Depois de um período, essas feridas desaparecem.

Todas as unidades de saúde do município ofertam a testagem rápida de sífilis, o tratamento e acompanhamento laboratorial. As gestantes devem ter cuidado redobrado, pois a sífilis pode ser transmitida para o bebê.

O uso do preservativo é a maior prevenção. 

Detecção

Na primeira fase da doença, que é a fase da lesão, muitas vezes, a úlcera desaparece espontaneamente depois de alguns dias ou semanas, levando ao paciente à falsa impressão de que ele está curado. 

Num segundo momento, que pode ser duas ou três semanas após a primeira lesão, surge um quadro clínico mais extenso, em que se pode ter lesões por todo o corpo, que podem muitas vezes ser confundidas com um quadro de alergia. Lesões nas palmas das mãos e nos pés também são comuns. O período contínuo, onde o paciente não tem sintomas, mas transmite a infecção, é chamado de sífilis latente.

Grávidas com sífilis podem sofrer aborto espontâneo no primeiro trimestre da gestação ou terem bebês prematuros, que terão muitas dificuldades para sobreviver. Com o tratamento adequado, a grávida pode ter 100% de chance de o feto não ser afetado pela sífilis. 

Em Santa Catarina, nos últimos seis anos (2010-2015), 15.797 pessoas foram diagnosticadas com sífilis adquirida. Além desses, foram 3.339 novos casos em gestantes (notificadas separadamente) no mesmo período. Os números de sífilis congênita (transmissão da doença da mãe para o bebê) também se elevaram, passando de 76 casos em 2010 para 475 casos em 2015, incremento de, aproximadamente 5 vezes.

As profissionais da Saúde alertam que todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, independente de apresentarem sintomas, uma vez que a contaminação pode ter acontecido há muitos anos.

Tratamento

A sífilis tem tratamento, e se realizado corretamente, leva à cura da doença. O tratamento é realizado com antibióticos indicados por um profissional de saúde.

O principal antibiótico utilizado é a Penicilina Benzatina, conhecida como Benzetacil. Outros antibióticos possíveis de serem utilizados são Doxiciclina e Ceftriaxona.

Na gestante, a Penicilina é o único antibiótico indicado, uma vez que é capaz de tratar e curar o bebê, prevenindo assim a sífilis congênita, que é a doença no bebê, transmitida durante a gravidez.

Fonte: http://www.dive.sc.gov.br/sifilis/

Nasf

O mês de outubro é especial para a atenção ao cuidado integral da mulher. As ações de promoção e prevenção são essenciais.

Nos dias 5 e 9 de outubro, no Centro Materno Infantil, tendo como público alvo mulheres da sala de espera do setor de ginecologia, a educadora Uriana Pacheco de Souza e a psicóloga Thayse Ricken Turazzi divulgaram a equipe de profissionais e serviços ofertados pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). 

São profissionais (psicólogo, assistente social, educador físico, fisioterapeuta, nutricionista) que trabalham em apoio à Estratégia de Saúde da Família (ESF).

 

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