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[Evento] Caminhada contra a intolerância religiosa na quarta-feira, no Mar Grosso

Postada em 13/11/2017 às 16:53:59

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[Evento] Caminhada contra a intolerância religiosa na quarta-feira, no Mar Grosso
A iniciativa é dos grupos de Laguna filiados ao Superior Órgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afros por decorrência dos ataques em casas de religião que estão acontecendo no país. (imagem: divulgação)

Um pedido de respeito vai sair as ruas no dia 15, a partir das 14h, através da caminhada contra a intolerância religiosa. Várias regiões do Brasil deverão promover o evento, em Laguna vai ocorrer das proximidades da praça João Pinho, no Mar Grosso, passando pela avenida Senador Galotti, chegando na praça do Villa. Na programação vai ocorrer show de curimba/ogans dos terreiros (grupo responsável pelos toques e cantos dentro de uma gira de Umbanda), roda de capoeira e fechamento com uma missa ecumênica promovida pelo Movimento Negro de Laguna, com o padre Bantu Mendonça e dirigentes religiosos da cidade.

A iniciativa é dos grupos de Laguna filiados ao Superior Órgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afros por decorrência dos ataques em casas de religião que estão acontecendo no país. Não há registros oficiais em Laguna. 

Segundo o professor Fabrício Santos, da organização em Laguna, uma das finalidades é combater o preconceito enraizado na sociedade contra os umbandistas, candomblecistas, batuqueiros e admiradores de cultos afros.

"Todos estão sendo convidados para integrar a caminhada para propagar a paz e o amor, povo santo de Laguna e região, simpatizantes, dirigentes religiosos, para que juntos possamos propagar a paz e amor que tanto pregamos", explica Santos. 

Músicas relacionados com o povo do axé irão entoar o ritmo e palavras de respeito e faixas pedindo harmonia, como Ninguém é melhor que ninguém, o amor ao próximo.  

Em Laguna, dados não oficiais apontam 15 terreiros de culto à religião com matriz africana. 

Denúncias

O pedido é poder manifestar a fé, independente, de quem e como é realizada.

Para os organizadores Deus é um só. "Sabemos que Deus têm diversos nomes: Criador, Alá, Jeová, Tupã, Javé, Adonais. Na nossa religião, Deus se chama Olorum ou Olodumaré ou Zambi. O que precisamos é ter respeito, fazer a caridade, a fraternidade, o amor ao próximo.  Ninguém é melhor que ninguém. Deus não é o ódio propagado no coração das pessoas, como apareceu nas reportagens televisivas. Deus é amor, Deus é respeito, Deus é alteridade, o que falta na humanidade", afirmou Santos. 

Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) foram de 15, em 2011, para 759, em 2016, de acordo com os dados do Disque 100.

Em 2016, 69 eram candomblecistas (9,09%), 74 eram umbandistas (9,75%) e 33 são descritas como “religião de matriz africana” (4,35%), totalizando 23,19%.

Segundo relatório da Pew Foundation, instituição internacional de pesquisa, o país deixou de ser um dos países mais populosos com menor taxa de Hostilidade Social por motivações religiosas, em 2007, para um dos países com alta taxa em 2014, passando da 2ª posição para a 9ª neste período.

 Texto: Jornalista Taís Sutero

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