Notícias

[Saúde] Casos de Melanoma aumentam na região. Doença é o tipo de câncer de pele mais grave

Postada em 05/01/2018 às 14:32:45

Interação:

[Saúde] Casos de Melanoma aumentam na região. Doença é o tipo de câncer de pele mais grave

Muitas pessoas não sabem que a pele é um órgão do corpo e que possui funções essenciais para proteção de outros órgãos. Por sofrer grande exposição a fatores externos, como climatização e luz solar, pode ter sérias consequências se não for bem tratada e protegida. Uma dessas consequências é o Melanoma, tipo de câncer de pele mais perigoso dentre todos os existentes.

O melanoma é um tumor maligno muito grave devido ao seu alto potencial de produzir metástases, enviando células tumorais para outros órgãos, onde se desenvolvem e podem levar o paciente à morte.

Segundo a médica oncologista que atua nesta região, Fernanda Dal Toé, o número de casos de melanoma na região do litoral sul de Santa Catarina é cada vez maior. “Tenho atendido muito caso de melanoma em gente jovem. Acredito que seja endêmico na região! Melanoma é grave e mata, ele metastatiza (espalha pelo corpo) muito rapidamente. Esse ano já perdi alguns pacientes por melanoma. Alguns sem nem ter tido a oportunidade de tratar!”, alerta.

Os raios ultravioleta (UV) provenientes do sol são a principal causa. Luz artificial (por exemplo, de câmaras de bronzeamento artificial) também podem provocar a doença. A radiação UV danifica o DNA nas células da pele, levando-os a multiplicar-se rapidamente e a se tornarem câncer.

“Além do melanoma poder aparecer após intensa exposição aos raios UV (queimaduras pelo sol), é importante saber que o sol acumulado durante toda a vida também é fator de risco (mesmo que suspenda a exposição)”, frisa a médica.

Pode se iniciar em pintas e sinais escuros, ou também na pele sã. “Fique de olho nas suas pintas. E não esqueça, use o sol com inteligência”, reforça Fernanda Dal Toé.

Você tem uma chance maior de ter melanoma se:

 - Já teve bolhas de queimaduras, especialmente quando criança ou adolescente.

- Você tem várias pintas grandes ou muitas pequenas espalhadas pelo corpo.

- Pintas ou manchas incomuns na família.

- Você ou alguém da sua família já teve algum tipo de câncer de pele.

- Seu sistema imunológico está fraco.

“Se tiver dúvidas vá ao dermatologista e sem tem diagnóstico de melanoma, deve procurar um médico oncologista imediamente”, finaliza a médica.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas do melanoma se parecem com pintas e podem originar-se delas. A maioria são pretas ou marrons, mas também podem ser da cor da pele, rosa, vermelho, roxo, azul ou branco.

Às vezes uma mudança de uma verruga ou pinta já existente ou da pele normal é o primeiro sinal de alerta do melanoma avançado. Outros sintomas dependem para onde o câncer se disseminou:

- Gânglios linfáticos. Eles podem estar endurecidos, inchados e doloridos.

- Pele. Você pode notar nódulos endurecidos sob sua pele.

- Pulmões. Você pode sentir falta de ar ou apresentar tosse que não melhora.

- Fígado. Você pode sentir dor no lado direito do abdome (abaixo da costela direita) ou perder a fome.

- Ossos. Você pode sentir dor em seus ossos.

- Cérebro. Sinais de alerta podem incluir dor de cabeça que não alivia, fraqueza ou dormência em braços ou pernas, convulsões e alterações de personalidade ou humor.

Outros sintomas podem incluir perda de peso inesperada e sensação de cansaço e mal estar geral.

Como prevenir:

- Com alguns cuidados diários com a sua pele, você pode evitar com que a melanoma se desenvolva em seu corpo:

- Use filtro solar (com, no mínimo, fator 30) todos os dias, inclusive nos de mormaço.

- Evite se expor ao sol das 10h às 16h. Caso precise se expor justamente nesse período, use além do filtro solar, óculos escuros e chapéu/boné.

- Conheça a sua pele! Examinese, pelo menos, uma vez ao mês. Faça uso de espelhos para enxergar lugares que você normalmente não consegue enxergar. Fazendo isso, você identificará anormalidades muito mais fácil e solicitará ajuda médica o quanto antes.

  • É importante que as pessoas de risco visite um dermatologista frequentemente, porém essa dica é válida também para as que não são.

Fonte: Instituto Oncoguia e INCA (Instituto Nacional do Câncer)  

Mais notícias