Plano Diretor

O que é o Plano Diretor?
O Plano Diretor é uma lei municipal que estabelece diretrizes para a ocupação da cidade. Ele deve identificar e analisar as características físicas, as atividades predominantes e as vocações da cidade, os problemas e as potencialidades.
É um conjunto de regras básicas que determinam o que pode e o que não pode ser feito em cada parte de cidade. É processo de discussão pública que analisa e avalia a cidade que temos para depois podermos formular a cidade que queremos.
Desta forma, a prefeitura em conjunto com a sociedade, busca direcionar a forma de crescimento, conforme uma visão de cidade coletivamente construída e tendo como princípios uma melhor qualidade de vida e a preservação dos recursos naturais.
O Plano Diretor deve, portanto, ser discutido e aprovado pela Câmara de Vereadores e sancionado pelo prefeito. O resultado, formalizado como Lei Municipal, é a expressão do pacto firmado entre a sociedade e os poderes Executivo e Legislativo.
Quem deve participar?
Setores do governo Prefeitura (secretarias e órgão municipais);
Poder público estadual (quando setores de serviços e outras questões extrapolam os limites do município);
Poder público federal (quando as questões lhes dizem respeito, por exemplo, áreas da marinha e aeroportos).
Segmentos populares Associações, sindicatos, conselhos comunitários e outros.
Segmentos empresarias Sindicatos patronais, comerciantes, incorporadores imobiliários, etc.
Segmentos técnicos Universidades, conselhos regionais, ONGs, e outros.
Pra que planejar?
- Para superar os problemas existentes, considerando os potenciais sociais, econômicos e ambientais que o município oferece;
- Para garantir, tanto no presente quanto no futuro, o uso democrático do sustentável dos recursos disponíveis;
- Para tornar à cidade um benefício coletivo capaz de melhorar a qualidade de vida de moradores e usuários em geral;
- Para que todos os moradores assumam a tarefa de construir um futuro melhor para a cidade promovendo assim os direitos de cidadania
Como o Plano Diretor pode mudar Laguna?
A constituição de 1988, em seus artigos 182 e 183, coloca que os principais objetivos de um plano são: Ordenar o desenvolvimento da cidade;
Proporcionar bem-estar para todos os que vivem na cidade.
Fazer planejamento territorial é definir o melhor modo de ocupar o sítio de um município ou região, prever os pontos onde se localizarão atividades, e todos os usos do espaço, presentes e futuros.
Pelo planejamento territorial, pode-se converter a cidade em benefício para todos; podem-se democratizar as oportunidades para todos os moradores; podem-se garantir condições satisfatórias para financiar o desenvolvimento municipal; e podem-se democratizar as condições para usar os recursos disponíveis, de forma democrática e sustentável.
Laguna, por sua localização litorânea, seu potencial turístico e sua atividade econômica, baseada na pesca e atividade portuária tem atraído, sobretudo nas últimas décadas, um grande número de migrantes.
Fatores que tem dinamizado consideravelmente o processo de expansão urbana, sobretudo em áreas periféricas ao centro histórico.
Este crescimento acelerado aliado à falta de políticas públicas compatíveis e a falta de conscientização da população em relação às questões ambientais estabelecem um processo de desenvolvimento desarmônico.
A expansão do mercado imobiliário e o uso indiscriminado dos recursos naturais não consideram de forma satisfatória os critérios de desenvolvimento sustentado.
O Plano Diretor deve, portanto, fornecer alguns instrumentos eficazes para lidar com esse contexto. Estes instrumentos precisam ser corretamente regulamentados de forma a que trabalhem no sentido de criar um cenário futuro de cidade social e ambientalmente equilibrada.
Para o combate dos problemas relacionados ao direito à terra urbana, infra-estrutura e moradia, o Plano Diretor e o Estatuto da Cidade trazem o princípio de função social da propriedade urbana, onde o direito de propriedade sobre determinada fração do solo municipal estará condicionado ao comprimento de função social.
A intenção é distribuir os recursos e riquezas socialmente construídas de forma mais justa.
Junto a este princípio o Plano Diretor deverá fornecer também instrumentos de regularização fundiária, como as zonas especiais de interesse social, usucapião de imóveis urbanos, a concessão de direito real de uso entre outros.
Estes instrumentos devem ser analisados detalhadamente de forma a estabelecer quais serão os parâmetros para sua aplicação, otimizando seu efeito de modificação do quadro atual.
Por que participar?
A revisão do Plano Diretor é uma importante oportunidade para o município refletir, discutir, opinar e definir o que deve ser feito para que todos possam viver numa cidade melhor, mais justa, bonita, saudável, atraente e prazerosa.
Mas para que possa acontecer essa construção coletiva do Plano Diretor é necessário que você faça parte, colocando suas expectativas e seus anseios em relação a cidade.
O Plano Diretor, para dar certo, precisa conhecer muito bem a realidade da cidade que ele trabalha, e esta realidade só pode dada pela população que vive, todo dia, as facilidades e as dificuldades que a cidade oferece.
O planejamento de uma cidade significa, antes de tudo, administrar uma diversidade muito grande de interesses dos diversos agentes que a constroem: industriais, comerciantes, ONG´s, poder público, entre outros.
Sem a sua participação o plano diretor continuará sendo uma peça técnica, feita em gabinete por técnicos, longe da realidade da cidade e de sua dinâmica de crescimento.
Um bom planejamento de cidade pode evitar improvisações, a estagnação econômica, as calamidades públicas, uso indevido dos instrumentos urbanísticos e o desperdício de recursos, dentre outras coisas.
Quais as competências ?
Da prefeitura
Coordenar a elaboração do plano diretor e garantir a participação da população.
Criar canais permanentes de discussão e participação da sociedade (conselhos, conferências, fóruns e comissões).
Respeitar e viabilizar as diretrizes e ações estabelecidas pelo Plano Diretor.
Disponibilizar as informações sobre a cidade em linguagem acessível, dando a oportunidade para que todos possam opinar e acompanhar a implementação dos planos e projetos governamentais.
Da Câmara de Vereadores
Apoiar e fiscalizar a prefeitura durante o processo de elaboração do Plano Diretor.
Realizar audiências públicas na Câmara para discutir o Plano.
Simplificar a legislação municipal para facilitar a compreensão de todos.
Conciliar a leis orçamentárias com as prioridades do plano.
Do Ministério Público
Fiscalizar o cumprimento dos dispositivos legais que tornam obrigatória a participação da população em todas as etapas de elaboração do Plano.
Fiscalizar o cumprimento do Estatuto da Cidade e do Plano Diretor.
CODESC F1 (Levantamento) - Baixar PDF
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CODESC F2 (Análises) - Baixar PDF
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CODESC F3 (Propostas) - Baixar PDF
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CODESC F4 (Legislação) - Baixar PDF
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