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educação
Biblioterapia ajuda nos momentos e situações difíceis

Publicado em 09/09/2019 às 17:05 - Atualizado em 09/09/2019 às 17:55

Mais de três mil pessoas tentaram o suicídio em Santa Catarina até agosto deste ano. Maioria mulheres. Quatrocentas e setenta e oito pessoas se suicidaram.

 


O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, chegou e com ele o alerta sobre a importância de falar sobre esse assunto, considerado delicado pela maioria das pessoas. Os números registrados no mundo só reforçam a importância da campanha do “Setembro Amarelo”, pois, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Segundo o Ministério da Saúde (MS), 32 pessoas comentem suicídio por dia no Brasil.

 


Nas escolas em Laguna estão discutindo mais sobre o assunto. Nos postos de saúde também. O Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) atende pessoas o ano todo em busca de auxílio e tratamento.

 

 

 

Dados em SC

 

 

Todos os casos de violência autoprovocada, de tentativa de suicídio e de suicídio são de notificação compulsória imediata, conforme Portaria 204/2016 do Ministério da Saúde.

 

 

Em relação aos casos de tentativa de suicídio em Santa Catarina, no ano de 2018, as mulheres foram a maioria; das 4.754 notificações, 3.154 foram de mulheres e 1.600 foram de homens. Segundo a faixa etária, o maior número de casos, de ambos os sexos, esteve entre pessoas de 20 a 29 anos (1.224), conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde.

 

 

Já em relação aos óbitos, também em 2018, os homens foram maioria; das 733 mortes registradas no Estado, 561 foram de homens e 172 de mulheres. A faixa etária também difere nesses casos. O Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) aponta que a maior parte das pessoas que cometeram suicídio tinha entre 50 e 59 anos (122).

 

 

Já em 2019, foram registradas até o dia 24 de agosto, 3.595 tentativas de suicídio, sendo 2.466 para sexo feminino e 1.129 para o sexo masculino. A faixa etária que mais registou tentativas de suicídio neste ano foi a mesma do ano passado, entre 20 e 29 anos. Os óbitos por suicídio neste período, totalizaram 478, sendo 104 para o sexo feminino e 374 para o sexo masculino.

 

 

Centro de Valorização da Vida

 

 

Um importante aliado na prevenção do suicídio tem sido o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuitamente, de forma voluntária, 24 horas por dia, pelo telefone 188, por e-mail ou chat pelo site da instituição (www.cvv.org.br).

 

 

 

Toda ajuda é bem vinda 

 


Uma boa forma de descomplicar a vida é ler livros que despertam a imaginação e a identificação com personagens. Os gêneros literários de poesia e ficção, em especial, são os maiores aliados aos tratamentos de doenças físicas e da alma. Em Laguna, a bibloteca municipal disponibiliza uma série de obras com estímulo ao autoconhecimento, onde impulsiona o cérebro ao prazer pela leitura e busca respostas para as angústias.

 

 


Algumas destas obras já ajudaram o tratamento de pacientes da ala psiquiátrica do Hospital Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos. Segundo a bibliotecária Kátia Borges "adotar o método de leitura pode ajudar como um ingrediente imprescindível para um novo recomeço de vida". Ela lembra que os livros contribuem, mas é preciso também ter ajuda de profissionais. 

 


As dicas são inspiradas pelo livro Farmácia Literária, com mais de 400 títulos para curar males diversos, de depressão e dor de cabeça a coração partido. Na obra as autoras Susan Elderkin e Ella Berthoud viajaram por dois mil anos de literatura, selecionando livros que promovam felicidade, inspiração e sanidade.

 

 

 

Psicologia nas entrelinhas

 


Baseados na obra Farmácia Literária, de Ella Berthoud e Susan Elderkin, existe uma lista de 10 livros recomendados para a biblioterapia. Consultórios psicológicos, hospitais, asilos, penitenciárias e orfanatos já adotaram a biblioterapia.

 

 

Sentiu que a covardia te dominou?

 

O sol é para todos, de Harper Lee


Publicado em 1960, o clássico americano escrito por Harper Lee narra a história de Atticus – um correto e corajoso advogado – que assume um caso judiciário de um homem negro, acusado de estupro por uma mulher branca. O livro trás uma grande “lição de moral”, que tem atravessado as gerações e não é à toa que estima-se que a obra tenha vendido mais de 40 milhões de cópias em todo mundo desde o seu lançamento.

 

Você tem medo de uma morte súbita?

 

Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez


A história se passa na aldeia de Macondo. Trata-se da solitária família Buendía, na qual todos os membros e gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma famosa matriarca da história da literatura latino-americana. O clássico do autor colombiano mostra que todos os personagens padecem de solidão – não só pelo isolamento, mas pelo estado de espírito o qual eles são submetidos.

 

Vontade de abandonar o barco – no relacionamento, trabalho ou vida?

 

Coelho corre, de John Updike


O livro conta a história de Harry “Coelho” Agstrom. No passado, ele foi um astro do basquete juvenil, um grande herói admirado e requisitado. Hoje, porém, ele é um jovem adulto, 27 anos, casado, com um filho (e um bebê a caminho) e convive com a sensação de que o melhor da sua vida ficou pra trás. Diante das suas questões e insatisfações, o personagem apenas corre dos medos, riscos e “perigos” da vida. Tudo muda quando, diante de um frentista no posto de gasolina, Coelho chega a conclusão de que “o único jeito de chegar a algum lugar é pensar para onde você está indo antes de ir”.

 

Cuidando de alguém com câncer?

 

Um quarto para ela, de Helen Garner


A autora narra a história de amizade entre Helen e Nicola. Helen se prepara para acolher sua amiga debilitada pelo câncer, que luta para não perder a fé e a esperança. O livro ensina sobre empatia, encorajamento e força quando nos deparamos com cenas – disfarçadas de tratamento – que estão levando uma das pessoas mais importantes da nossa vida irem embora gradativamente.

 

 

Você tem vontade de sumir e sair sem rumo?

 

Qualquer lugar menos aqui, de Mona Simpson


Anne tem 12 anos e sofre de ansiedade por não ter uma residência fixa. Sua mãe, Adele, após romper do terceiro casamento entra num ciclo de mudanças de casa junto com a filha. O que faz a adolescente entrar em profunda crise consigo, pois ela compreende que precisa de estabilidade e uma rotina “normal” para se desenvolver como uma adolescente.

 

 

Problemas com alcoolismo?

 

O iluminado, de Stephen King


A história de Jack Torrance é arrepiante, mas dois grandes males acometem a sua vida: o consumo excessivo de álcool e seu temperamento explosivo. A combinação o levará a um hotel fantasmagórico onde, provavelmente, o personagem ficará isolado por vários dias até a neve cair. Até que ele entra em uma onda imaginária e de “espíritos” que lhe coloca diante de um legítimo gim.

 

 

Síndrome do pânico?

 

Mulher das dunas, de Kobo Abe


Só quem é “agorafóbico” sabe o desconforto de se ver em um lugar novo. Talvez o personagem Jumperi Niki se sinta da mesma forma e por isso decide viajar para uma região deserta e costeira, procurando por uma nova espécie de insetos. O trajeto seguia bem, mas a leitura nos surpreende com um ponto de virada ao se deprar com casas alojadas no fundo de buracos com 15 metros de profundidade.

 

 

Você se sente malsucedido?

 

Pétala escarlate, flor branca, de Michel Faber


Todo dia você recebe notícias de coisas boas da vida que estão acontecendo na vida dos seus amigos, familiares, conhecidos e vizinhos? O que acaba despertando uma certa confusão sobre o que você realmente quer, já que se afundou em seus insucessos e fracassos. Talvez o escritor Michel Faber tenha algumas respostas satisfatórias com seu enredo. Uma jovem heroína começa sua história em um lugar totalmente improvável: em uma zona de prostituição. Forçada a vender o seu corpo, Sugar cresce acreditando que não existe outra possibilidade de “ser aquecida”. O escritor ensina uma lição muito além do que questões de sorte ou pontos de partida, mas sobre elevar-se à sabedoria e determinar seu próprio futuro – e não o dos outros.

 

 

Uma amizade que se rompeu ou partiu?

 

Até mais, vejo você amanhã, de William Maxwell


A realidade de nunca mais rever alguém que amamos parece uma tragédia. Esse romance reflete sobre o quanto vale a pena consertar uma amizade. Inicialmente, o livro conta a história de dois amigos vivem isolados nas vastas campinas, são únicos um para o outro. Cinquenta anos depois, o narrador muda o curso da história e nos ensina uma profunda lição sobre mágoas, ressentimentos, perdão e reconciliação. A maior premissa da obra é ensinar a nunca tratar um amigo de uma forma a qual você possa se arrepender no futuro.

 

 

Fonte: www.sc.gov.br