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obras
Começa restauração do conjunto ferroviário

Publicado em 25/09/2019 às 17:57 - Atualizado em 25/09/2019 às 18:40

A edificação da estação tem área aproximada de 500m² Baixar Imagem

Homens e tapumes ao redor do Conjunto Ferroviário, no bairro de Campo de Fora, indicam que a obra de revitalização começou. Nestes primeiros dias, eles estão limpando o local e organizando a área. 

 

A estrutura, da década de 50, receberá R$ 2 milhões em melhorias, financiados com recursos do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). A obra será realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 

O projeto de revitalização foi apresentado dentro do PAC das Cidades Históricas, onde Laguna foi beneficiada pelo programa em 2009.

 

O espaço foi entregue ao Iphan pela prefeitura em 2015. Não está descartada a possibilidade de alguns departamentos públicos ocuparem algum prédio. 

 

A edificação da estação tem área aproximada de 500m², e consiste em um volume formado por três partes edificações arquitetônicas. Já a edificação do armazém apresenta um volume único ao lado do edifício da estação, outrora separado deste pelos trilhos, hoje inexistentes.

 

No entorno destas edificações, há pequenos anexos construídos ao longo dos anos, como guaritas, plataformas para a troca de óleo de caminhões e uma torre de caixa d’água junto ao armazém, os quais estão inseridos em um terreno com área total de 22.740,80m².

 

Com a obra, o espaço, que até então estava inutilizado, poderá ser aproveitado pela população.

 

Além disso, haverá a dinamização do bairro Campo de Fora, onde ele se localiza. O projeto prevê a construção de um anexo para sanitários, área de serviços, depósito e a restauração dos prédios.

 

Também há uma proposta para implantação de um parque no local, para uso da comunidade.

 

Saiba mais:


O Conjunto Ferroviário de Laguna, inserido na Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário por meio da Portaria Iphan nº 407/2010, é um dos componentes do Patrimônio Cultural da cidade.

 

Ele conta com duas edificações: A antiga estação de passageiros e o galpão das oficinas. O ramal ferroviário neste trecho hoje está desativado e os trilhos foram retirados, restando apenas as edificações, onde se destaca a antiga estação de passageiros por seu projeto arquitetônico, com influência do estilo art déco.

 

 

Quatro estações

 

Segundo pesquisa histórica, Laguna teve quatro estações, uma seguida da outra.

 

A primeira foi construída no lugar denominado Campo de Fora, próximo da agora restaurado.

 

Longe do centro, do comércio, a estação foi finalmente trazida para a cidade em 1908. Esta segunda estação, mal cuidada, foi destruída.

 

A ferrovia a trocou por um vagão estacionado na plataforma vazia, sendo uma terceira vez. Este foi incendiado não muito tempo depois.

 

A ferrovia, então, resolveu construir uma quarta estação não muito longe do local da primeira, no tal Campo de Fora, fora da cidade, ainda.

 

O trem de passageiros da linha principal ia e voltava pelo ramal para Laguna, sem que houvesse necessidade de baldeação na estação de saída.

 

O ramal não mais existe há anos, mas até 1970 os trens de passageiros ainda passavam pela estação. A erradicação oficial do ramal se deu em 28/02/1973, como consequência da enchente, que praticamente inutilizou a linha, já pouco usada.

 


Sobre o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos

 

Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o FDD reúne recursos provenientes de condenações judiciais, multas e indenizações para a reparação de danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

 

Entendidos como reparação à ordem econômica e outros interesses difusos e coletivos, esses valores são, então, destinados a projetos de órgãos públicos e entidades civis, selecionados a partir de decisão do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

 

Em 2019, o Iphan pleiteou a aprovação de diversas ações, tendo sido selecionados, até o momento, 21 projetos, que somam recursos de R$ 91,1 milhões em investimentos para oito estados brasileiros: Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 


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