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flama
Estudos serão realizados para o projeto do Sistema de Esgoto do Farol

Publicado em 05/12/2019 às 16:39 - Atualizado em 05/12/2019 às 16:40

Autorizadas no final do ano passado pelo Governo do Estado e Casan, as obras de Implantação do Sistema de Esgoto do Farol de Santa Marta e Cigana e a construção da nova Estação de Tratamento (ETE) ainda seguem sem data definida para começar. Nesta quinta-feira, 5, Governo Municipal, Flama, técnicos da Casan, ICMBio, APA da Baleia Franca , estiveram conversando com os moradores da localidade da Cigana e Farol de Santa Marta.

 

A casan tem até dezembro de 2020 para iniciar as obras, caso isso não ocorra o recurso em torno de R$ 16 milhões, obtidos via financiamento junto à Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), retornará para o fundo.

 

De acordo com o prefeito Mauro Candemil esse é um importante passo para o desenvolvimento sustentável da região, principalmente porque atualmente, por conta das ligações de esgoto clandestinas na rede pluvial, a prainha do Farol de Santa Marta encontra-se altamente contaminada por esgoto. “A Casan fez um projeto onde será feito um sistema de bombeamento integrado ao sistema de esgotamento sanitário da Cigana e assim acabar com o esgoto do Farol”, explica.

 

Serão realizados estudos de comportamento da Lagoa, grau de pureza, classificação da água e estudos no local escolhido para a instalação da ETE. Todo cronograma de atividade será enviado aos moradores e acompanhando pelo Governo Municipal e pela Fundação Lagunense do Meio Ambiente.

 

A preocupação dos moradores da cigana é com a poluição da lagoa e os problemas que poderão ser gerados para 3 mil famílias que dependem do pescado.

 

O Supervisor Regional da Casan, Gilberto Benedet Junior defendeu o projeto, “ São anos de estudo, a Casan possui uma responsabilidade técnica e ambiental e garantimos que será 100% melhor do que está hoje.”

 

O Sistema Público de Esgotamento Sanitário do Farol de Santa Marta-Praia da Cigana vai atender mais de 7 mil pessoas, entre moradores e visitantes. A rede coletora terá 17,3 quilômetros de extensão, possibilitando a implantação de quase 1 mil ligações domiciliares. O sistema terá ainda quatro estações elevatórias de esgoto, para bombeamento do esgoto até a unidade de tratamento, e mais 4,3 quilômetros de emissários terrestres (tubulações que levam o esgoto para o local de depuração).

 

Todo processo de licenciamento ambiental está sendo conduzido pela Fundação Lagunense do Meio Ambiente – FLAMA, e acompanhando pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente e Ministério Público Federal.

 

“ Não existe possibilidade, hoje, de um outro tipo de esgotamento. Ou a gente tenta que esse esgoto seja tratado pela Casan ou continuará sendo esgoto ao céu aberto. “ explica a Presidente da Fundação Lagunense do Meio Ambiente, Deise Daiana Xavier