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cultura
Cuidados especiais com os prédios históricos em períodos de chuva

Publicado em 13/07/2020 às 15:57 - Atualizado em 13/07/2020 às 16:05

Casa de Anita foi construída em 1711, o prédio mais antigo de Laguna. Baixar Imagem

Nos séculos 17 e 18, data de construção da maioria dos prédios históricos de Laguna, as técnicas de engenharia eram rudimentares em comparação ao momento atual. As edificações foram erguidas sem grandes estruturas usadas na fundação e a poucos metros de lençóis freáticos. O resultado? Manchas nas paredes em período de muita chuva, a umidade vinda do solo.

 

As equipes de limpeza da Fundação Lagunense de Cultura, neste período de pandemia com os museus fechados, vêm realizando a manutenção: na Casa de Anita, Museu Histórico Anita Garibaldi e Casa Candemil. Os colaboradores abrem os espaços, limpam e cuidam do acervo de segunda a sexta-feira. 

 

No centro histórico são 600 imóveis tombados, entre público e particular.  A umidade é um dos principais problemas, com características diferenciadas de acordo com a localização do imóvel, atenção na manutenção e ventilação para a circulação de ar na medida do possível.

 

“O lençol freático no centro histórico é muito raso, isso causa umidade nas edificações”, explica a arquiteta do escritório do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Laguna, Ana Paula Citadin.

 

O cuidado com esta característica das construções do centro histórico é crucial para a conservação.

 

Um bom exemplo de manutenção e restauro é a Casa de Anita Garibaldi, a casa amarela, ao lado da igreja, construída em 1711, o prédio mais antigo de Laguna.

 

“Não tivemos problemas na Casa de Anita, mesmo com a grande quantidade de chuva dos últimos dias”, descreveu a presidente da Fundação Lagunense de Cultura, Mirela Honorato.

 

A casa de 309 anos foi erguida com cal, barro e pedra. Na restauração ocorrida em 2019, o reboco foi substituído para manter as características da época com uma argamassa à base de cal. Uma tinta mineral coloriu as paredes.

 

“A umidade absorvida pela casa, com este tipo de tinta, permite que ela evapore. Por isso, vimos aquela mancha na fachada da Casa de Anita. É um bom sinal, significa que o processo está funcionando e o prédio histórico será conservado por muito mais tempo”, aponta a arquiteta Ana Paula.

 

Visita no Museu Casa de Anita com ajuda da tecnologia

 

Com o espaço histórico fechado, devido à pandemia da Covid-19, o precioso acervo, um material educativo e atrativo turístico, deixou de ser estudado e apreciado.

 

A Fundação Lagunense de Cultura com intuito de não deixar de apresentar a história de Anita Garibaldi e da cidade lançou, nesta semana, um tour virtual, com fotos de 360 graus, onde o visitante pode entrar no museu e vasculhar os painéis com a saga de Anita: seu nascimento, casamento, as batalhas, amor por Giuseppe Garibaldi e sobre a sua família.

 

É só clicar  http://www.ronaldoamboni.com.br/360/casadeanita.html

 

O edifício que sedia a Casa de Anita Garibaldi é, possivelmente, a primeira edificação em alvenaria construída na atual Praça Vidal Ramos, à época conhecida como Campo do Manejo.

 

A residência era de Anacleto Mendes Braga, que confeccionava vestidos de noivas e, muitas vezes, servia de espaço para as próprias recepções dos casamentos, como aconteceu com Anita Garibaldi, na ocasião de sua união com seu primeiro marido, em 1835